Ano XVIII – nº 56 |  fev.-abr. 2026   |   ISSN 1983-2354.

COLUNAS: CARNAVAL 2026

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Esqueça os estereótipos: em 2026, a Portela não vai apenas desfilar; ela vai realizar um verdadeiro acerto de contas com a história econômica e espiritual do Brasil. No próximo Carnaval, a azul-e-branco de Madureira cruza fronteiras para revelar um Rio Grande do Sul que pulsa ao ritmo do batuque e sob a proteção de Exu Elegbará.

No texto assinado por Leandro Rodrigues Nascimento da Silva e Eliezer Gonçalves Cordeiro, mergulhamos no enredo que conecta o Príncipe Custódio ao sagrado Bará do Mercado.

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A Unidos de Vila Isabel transforma a Sapucaí em uma galeria a céu aberto para homenagear um dos maiores inventores do Rio de Janeiro: Heitor dos Prazeres. Compositor, pintor, cronista e “Príncipe de Ouro” da Pequena África, Heitor não apenas viveu o samba; ele deu a ele cores, traços e uma dignidade que a academia levou décadas para reconhecer.

Nossos colunistas  Leandro Rodrigues Nascimento da Silva e Eliezer Gonçalves Cordeiro, exploram como a Vila Isabel resgata esse intelectual das ruas que uniu a macumba ao samba e a estética europeia ao “asfalto carioca” sem nunca perder sua essência preta.

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“Silêncio. Não o silêncio da ausência, o silêncio antes do encanto.”

É nesse intervalo mágico, onde a Sapucaí prende a respiração, que o Salgueiro promete fazer história em 2026. Os autores convidam você a decifrar o enredo que não será apenas uma biografia, mas um manifesto visual em honra à eterna “arquiteta da fantasia”, Rosa Magalhães.

Nesta análise, os autores revelam como a Academia do Samba transformará a saudade em um “legado vivo”, provando que a fantasia é uma ferramenta séria de conhecimento.

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Em 2026, o Paraíso do Tuiuti decide puxar o pano de um território sagrado e pouco explorado pelo carnaval: a tradição afro-cubana. Os autores nos guiam por “Lonã Ifá Lukumi”, um enredo que não é apenas sobre religião, mas sobre uma filosofia ancestral de sobrevivência.

Neste artigo, descubra como a escola de São Cristóvão vai construir uma ponte sobre o Atlântico — “sem caravelas e sem catecismo” — para reencontrar nossos irmãos de diáspora em Cuba.

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Preparem o glitter e o fôlego! No Carnaval de 2026, a Imperatriz Leopoldinense não vai apenas desfilar; ela vai evocar o estado de aparição de um dos maiores ícones da cultura brasileira: Ney Matogrosso. Sob o enredo “Camaleônico”, assinado por Leandro Vieira, a Sapucaí se tornará o palco de uma revolução estética que recusa rótulos e abraça a inteireza do ser.

Neste texto, exploramos por que homenagear Ney é, antes de tudo, um ato político e espiritual de retomada do próprio corpo. Voltamos nosso olhar para o conceito de “artista camaleônico” e como Ney utiliza o corpo como uma tela viva de transformação constante e realizamos uma análise afiada sobre como a “aparição” de Ney confronta discursos moralistas e teologias que tentam domesticar a existência.

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O que acontece quando o asfalto do maior espetáculo da Terra vira solo sagrado de Santo Amaro da Purificação? Em 2026, a Beija-Flor de Nilópolis não entra na Avenida apenas para defender seu título; ela entra para ocupar. Com o enredo “Bembé do Mercado”, a “Deusa da Passarela” leva para o Rio de Janeiro a força centenária de uma celebração que nasceu em 13 de maio de 1889 como um grito de liberdade — não outorgada por papéis, mas conquistada pelo axé. Mergulhamos na profundidade desse ritual que desafia o apagamento cultural e reafirma a presença negra no coração das cidades brasileiras.

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A Grande Rio não vai apenas desfilar; em 2026 ela promete transformar a Sapucaí em um imenso manguezal. Os autores Leandro Rodrigues e Eliezer Cordeiro revelam como a escola de Caxias construiu uma “ponte viscosa” — feita não de concreto, mas de lama e resistência — para ligar as periferias do Nordeste à Baixada Fluminense.

Neste artigo exclusivo, mergulhe no enredo “A nação do mangue”, onde a lama não é sujeira, é o berçário da vida e símbolo de potência criativa.

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A Estação Primeira de Mangueira aponta o dedo — com afeto e firmeza — para uma parte do mapa que o Brasil insiste em ignorar: a Amazônia Negra. Leandro Rodrigues e Eliezer Cordeiro nos apresentam o guia dessa viagem: Mestre Sacaca, um homem que nunca precisou de carimbo acadêmico para ser autoridade.

Neste artigo contundente, descubra como a Verde-e-Rosa vai desconstruir a imagem da floresta como “vitrine de publicidade” para exaltar quem realmente conhece a cura: os povos da mata.

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Em 2026, a Acadêmicos de Niterói pisa na Marquês de Sapucaí com um enredo que promete ser mais do que um desfile: é um manifesto contra o esvaziamento da palavra “mito”. Sob o título “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, a escola convoca o público a olhar para a política através da dureza do agreste, do suor das fábricas e da força das instituições democráticas.

A coluna mergulha nas raízes desse enredo que humaniza a figura de Luiz Inácio Lula da Silva, conectando-a às lutas coletivas de nomes como Zuzu Angel, Henfil e Rubens Paiva.

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Do quarto de despejo para o salão principal da cultura brasileira: a escrita como arma de libertação.
Em 2026, a Unidos da Tijuca abre as páginas de um livro monumental na Sapucaí para contar a história de uma mulher que o Brasil tentou esquecer, mas que se imortalizou através da palavra: Carolina Maria de Jesus. Mais do que uma homenagem à autora de Quarto de Despejo, a escola do Borel propõe um mergulho na intelectualidade de uma artista multifacetada — poeta, romancista e compositora — que transformou o papel catado em um espelho da alma nacional.
Nossos colunistas abordam como o Carnaval de 2026 resgata a trajetória de Carolina: da infância como “Bitita” em Minas Gerais à glória internacional, enfrentando o racismo estrutural que tentou enquadrá-la apenas como uma curiosidade editorial.

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A Unidos do Viradouro quebra protocolos para fazer justiça poética em 2026: transformar o comando da sua bateria em enredo. Leandro Rodrigues e Eliezer Cordeiro mostram por que Mestre Ciça é um “enredo permanente”.

Prepare-se para entender como a escola de Niterói vai provar na avenida que não é preciso fantasia mirabolante para brilhar, basta o gesto preciso e a batida certeira do “Caveira”.

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A Mocidade Independente de Padre Miguel não pede licença, pede “Desculpe o auê”. O texto analisa o enredo “Rita Lee: a Padroeira da Liberdade”, revelando como a escola da Vila Vintém encontrou em Rita Lee não uma musa de pedestal, mas uma “faísca” de incêndio criativo.

Neste artigo, os autores mostram por que essa união faz mais sentido do que muito acorde bem resolvido: ambas são futuristas, “estranhas” e livres de qualquer moldura.

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