Ano XVIII – nº 57 |  maio 2026   |   ISSN 1983-2354.

ARTIGOS

Imagem: I. A. Gemini

Artigo apresenta as ações do projeto EduCaErê em uma escola pública cearense, destacando o uso da “Miolagem”, uma tecnologia social utilizada pelo GRUNE  e de narrativas positivas sobre o continente africano para subsidiar o trabalho de professores.

Imagem: I. A. Gemini

Omissão acadêmica: 88% dos estudos sobre trabalhadoras do setor de limpeza ignoram o debate racial. Resgatando a provocação de Lélia Gonzalez, novo artigo revela como a própria ciência falha ao invisibilizar o racismo estrutural que molda o trabalho no Brasil.

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Pesquisa analisa a articulação entre o arcabouço educacional moderno da EAD e a produção de saberes no terreiro da Jurema Sagrada, defendendo a inclusão de lógicas não hegemônicas na formação docente

Imagem: I. A. Gemini

Artigo reflete sobre o jornalismo literário e a escrita sensível, desafiando os limites da objetividade tradicional para resgatar trajetórias subalternizadas e tensionar os silêncios históricos.

Imagem: Divulgação

Através de uma retrospectiva do movimento intelectual e sindical africano, artigo questiona o “ineditismo” de discursos contemporâneos e resgata a verdadeira vanguarda do pensamento anticolonial.

Imagem: Divulgação de redes sociais do artista
Artigo analisa a prisão do cantor sob a ótica da necropolítica, mostrando que o caso vai muito além das leis: trata-se de um ato político contra a visibilidade e a insurgência da juventude negra.

Imagem: I. A. Gemini

Artigo promove uma leitura panorâmica dos poemas reunidos no recente volume “Não pararei de gritar”, conectando conceitos como temporalidade não linear e escrita sensível a pensadores como Leda Maria Martins e Frantz Fanon.

Imagem: I. A. Gemini

Baseado nas Leis nº 10.639/03 e 11.645/08, estudo do IFF campus Bom Jesus do Itabapoana mostra como a produção de materiais didáticos contextualizados é o caminho para o enfrentamento contínuo do racismo nas instituições.

ENSAIO

Livro Mulheres de barro

O olhar colonial em xeque: No ensaio de Paloma Nunes sobre o conto Meu Orúkọ é Dejapá, a crítica de arte encontra a clínica. Descubra como a protagonista rompe o "Ideal de Ego" branco moldado pelo modernismo para resgatar sua identidade e cura na ancestralidade e no barro de Nanã.

DOSSIÊ: EPISTEMOLOGIAS INSURGENTES NA EDUCAÇÃO: gênero, raça e classe no ambiente escolar

Imagem: I. A. Gemini

A implementação da Lei 10.639/03 ganha novos contornos e ritmos através da palavra falada. Neste artigo, as autoras articulam as vivências do Slam à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), demonstrando como as batalhas poéticas operam como instrumentos de análise histórica e resistência política. Um trabalho indispensável para educadores que buscam combater o racismo estrutural na educação básica a partir do protagonismo dos próprios estudantes.

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A história oficial do Brasil ainda carrega o peso de uma visão eurocêntrica que apaga trajetórias fundamentais. Para romper com essa lógica, este artigo propõe um exercício de formação docente na EJA focado na diversidade e na equidade. Fundamentado em teorias críticas, o texto demonstra como a educação pode atuar como ferramenta essencial de justiça social e emancipação política, validando os saberes marginalizados e fortalecendo a identidade dos alunos.

Imagem: I. A. Gemini

Os papéis sociais não são biologicamente determinados, e a escola tem o dever de atuar como espaço de desconstrução dessas amarras. Dialogando com o pensamento de Joan Scott, Angela Davis e bell hooks, este artigo demonstra que as relações de gênero não ocorrem de forma isolada, mas sim profundamente entrelaçadas com raça e classe. Conheça uma metodologia estruturada que capacita estudantes a reconhecerem desigualdades estruturais e a exercerem o pensamento crítico.

Imagem: I. A. Gemini

Por que a produção intelectual negra ainda é silenciada na academia? Enfrentando o eurocentrismo que domina os currículos, artigo convida à reflexão sobre a responsabilidade social na formação docente. As autoras apresentam uma proposta prática de letramento racial e de gênero fundamentada em gigantes como Sueli Carneiro, bell hooks e Nilma Lino Gomes, transformando a sala de aula em um espaço de emancipação e justiça social.

Imagem: Divulgação

A garantia da dignidade humana e o respeito às diferenças no sistema de ensino exigem uma revisão profunda de nossas práticas. Este artigo aborda a inserção da diversidade sexual e de gênero na educação básica brasileira, apontando como as estruturas tradicionais favorecem o preconceito. Através de fundamentação teórica sólida e propostas de intervenção, os autores demonstram que a formação de professores voltada para a equidade é o único caminho para combater a violência simbólica e institucional nas salas de aula.

Imagem: I.A. Gemini

Compreender a realidade social brasileira exige lentes teóricas que deem conta de suas múltiplas sobreposições. Este artigo propõe uma intervenção didática focada no conceito de interseccionalidade, demonstrando como o racismo, o sexismo e o classismo se interconectam e atingem os indivíduos simultaneamente. Um roteiro pedagógico indispensável para educadores que buscam capacitar os estudantes a decodificarem as estruturas de poder e a exercerem uma cidadania ativa e consciente.

Imagem: I. A. Gemini

A marginalização dos saberes africanos compromete diretamente a formação identitária dos estudantes brasileiros. Para enfrentar esse desafio, este artigo analisa o impacto do projeto “África Presente” no ambiente escolar. Unindo pesquisa histórica sobre lideranças, artes e tecnologias africanas à linguagem dos podcasts, o texto demonstra como a sala de aula pode se transformar em um espaço de valorização da diversidade e garantia do direito ao conhecimento plural.

Imagem: I. A. Gemini

O currículo escolar tradicional é neutro ou reproduz silenciamentos históricos? Dialogando com o pensamento de Michel Foucault, Judith Butler e Kimberlé Crenshaw, este artigo analisa o impacto de um jogo de tabuleiro pedagógico desenhado para desconstruir privilégios e barreiras. O texto demonstra como a educação pode ir além da técnica, utilizando a ludicidade como um dispositivo político capaz de promover empatia, expor marcos de exclusão e visibilizar trajetórias de resistência.

Imagem: I.A. Gemini

Interseccionalidade e currículo: propostas para uma agenda pedagógica feminista e antirracista nas escolas
Quais são as etapas necessárias para implementar uma educação que realmente confronte as estruturas históricas de opressão? Este artigo examina as relações de poder que moldam o currículo tradicional e propõe uma agenda pedagógica firmada no feminismo negro. Ao criticar o eurocentrismo institucionalizado, as autoras oferecem ferramentas conceituais e práticas para que educadores valorizem contribuições intelectuais historicamente marginalizadas, promovendo uma verdadeira justiça curricular.

COLUNAS
LUANE-BENTO-DOS-SANTOS

Com qual teórica eu vou?: Reflexões sobre a introdução de teóricas negras no espaço acadêmico

Por que o "cânone" ainda é branco e europeu? Na coluna Intelectuais Negras, Luane Bento dos Santos expõe o cinismo das bancas e ementas universitárias que rejeitam saberes ancestrais, tratando intelectuais como Lélia Gonzalez apenas como meras "cotas" de leitura.

Marluce da Silva Santana

Não há formação antirracista sem a discussão do racismo religioso

Na coluna Perspectivas Antirracistas, Marluce da Silva Santana provoca a categoria a decifrar os territórios e a enfrentar o silenciamento que ronda as religiões de matriz africana na atuação profissional.

Antonio Caubi Ribeiro Tupinambá

No Mali medieval nascem os primeiros conceitos de direitos humanos

Na coluna Estudos Africanos, conheça a Carta Mandinga (século XIII), uma constituição oral reconhecida pela UNESCO que garantiu direitos fundamentais e o respeito à vida muito antes dos marcos históricos do Ocidente.

LUANE-BENTO-DOS-SANTOS

Gênero, raça e direito à raiva: porque ainda estamos vivas e somos humanas

Como o racismo e o machismo moldaram o mito da "mulher negra agressiva"? Enquanto a elite intelectual debate o gênero de forma generalista, as mulheres negras e racializadas carregam o peso interseccional de ter sua indignação silenciada ou rotulada como "agressividade". Em um ensaio potente, Luane Bento resgata o pensamento de Lélia Gonzalez e Angela Davis para mostrar por que a raiva é, antes de tudo, um sinal de nossa humanidade.

ENTREVISTAS
Honorio Nanque

"A Guiné-Bissau não é apenas objeto de pesquisa, é sujeito e voz para olhar o planeta"

De uma infância a 50 km de Bissau ao mestrado no Brasil: o intelectual Honório Nanque reflete sobre o choque cultural na academia brasileira, o abismo entre o português oficial e as línguas locais, e a urgência de colocar a literatura guineense nos currículos escolares.

Carla Cintia Conteiro

Da TI às biografias de Caetano e Gil: O olhar suburbano e feminino de Carla Cíntia Conteiro

"Samba é como Shakespeare: todos os dramas da vida estão lá". Moradora do Maracanã, criadora da premiada coleção Vozes Femininas e diretora da editora Quimideias, Carla Conteiro analisa o papel da literatura diante do racismo e detalha a importância de ser "doula de livros" para outras mulheres.

LIVROS DE AUTORES DO CONTINENTE AFRICANO JÁ PUBLICADOS
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